raiva que engulo
esta pasta gelatinosa
às vezes de refluxos
senti uma vez queimar meu pulmão.
continuarei:
-naquela advertência pelo uso incorreto do tempo, apenas porque dou despesas por cumprir com o meu trabalho, que poderia ser feito por qualquer um?
estorvo?
-hora do tempo que gastei por não ter experiência e despesa por não saber fazer ainda o que eu deveria estar aprendendo muito rápido e sem respiração?
- fedelho, aprendiz, nunca formado?
gelatinas.
mariposas tóxicas que querem explodir : asas batendo: pufts de fogo: pó.
gelatinas.
a goela em minhas mãos, enforcando...
preciso sair daqui.
senti uma vez meu fígado moer...
minha alienação fecunda de gastrites...
alienação de quê?
em que cofre depositei a verdade deste milênio, e sem esta verdade, como farei para lutar, não ser escravo,
atirar a primeira pedra porque sim eu fiz e prefiro a raiva à aceitação
atirar à queima roupa, à queima pele, à queima-mente!
Nunca vi gelatinas tão imprevisivelmente doces
e agora totalmente duras
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
13h
Sonho de consumo?
consumo de sonho?
Mas como se pode ligar tão éter
com gelo?
O capitalismo
(a isto que damos tal nome)
faz as relações carbonígeas mais imprevisíveis...
mas e os sonho de sonhos?
utopias das pias?
- Não perscrutei o telescópio do tempo
E nem o oceano líquido do perene
e o tempo como roda, mesma rodovia e sempre outro asfalto, outra temperatura -
Entretanto me questiono sempre sobre esta fala
(
a verdade
)
Questiono sobre o consumo
do tempo
...................................do sonho
A dúvida também pode ser cinismo.
ou talvez a guerra, seca, em mão abertas
a suposta ebulição do sol
sangues pólvoras
- a guerra, plano do quê, de quem, para quem?
a correlação de forças como única atuação?
Consumo, sonho, tempo, guerra
Ontem eram 13h.
consumo de sonho?
Mas como se pode ligar tão éter
com gelo?
O capitalismo
(a isto que damos tal nome)
faz as relações carbonígeas mais imprevisíveis...
mas e os sonho de sonhos?
utopias das pias?
- Não perscrutei o telescópio do tempo
E nem o oceano líquido do perene
e o tempo como roda, mesma rodovia e sempre outro asfalto, outra temperatura -
Entretanto me questiono sempre sobre esta fala
(
a verdade
)
Questiono sobre o consumo
do tempo
...................................do sonho
A dúvida também pode ser cinismo.
ou talvez a guerra, seca, em mão abertas
a suposta ebulição do sol
sangues pólvoras
- a guerra, plano do quê, de quem, para quem?
a correlação de forças como única atuação?
Consumo, sonho, tempo, guerra
Ontem eram 13h.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
orientando
1
meu lado oriental
abrindo-se como
na bandeira
o branco e o clarão
- vermelho
leites das neves
ou dos arrozais
budas e sumôs
cada xintoísmo atômico
e o nascimento comemorado com choro
jirayas
vermelhos como a boca
brancos como a pele
tudo.
2
orientando
para perder o eixo
porque os assassinatos
deixei-os no império
mas és comum
comum como lábio
sem o pó de gueixas.
3
néctar
de sakuras?
incenso
o colapso budista
a flor
e o teu viço
que não se encerra na sakura
nem no incenso...
meu lado oriental
abrindo-se como
na bandeira
o branco e o clarão
- vermelho
leites das neves
ou dos arrozais
budas e sumôs
cada xintoísmo atômico
e o nascimento comemorado com choro
jirayas
vermelhos como a boca
brancos como a pele
tudo.
2
orientando
para perder o eixo
porque os assassinatos
deixei-os no império
mas és comum
comum como lábio
sem o pó de gueixas.
3
néctar
de sakuras?
incenso
o colapso budista
a flor
e o teu viço
que não se encerra na sakura
nem no incenso...
domingo, 18 de novembro de 2012
israel
não como estado
nem como a lembrança
de sacralidade
israel
a voz sob o cobertor
sob a dor
sob
israel
o teu pano de asas
sem holocausto
pueris são
e os brasões de cédulas sobre teus ossos
petrolíferamente
o teu corpo santificado
e abençoado seja
na morte de teus dias
não de tua gente
não de tua "raça"
morte apenas
desse teu nome de borboleta sanguessuga
de chapéu-coco sem brilho
de tuas barbas como rios
o sangue de tua língua explícito correndo
tanta gazes desnecessárias
gazes sofrendo
morrendo...
pelo teu nome maldito
e abençoado seja
o teu nome
amém -isto é-
não venha até mim
e a ninguém.
nossas carnes não religiosas
nossa política de concreto
e tua mão santificada em nossas cabeças
para puxar os cabelos
e lançar-nos...
não como estado
nem como a lembrança
de sacralidade
israel
a voz sob o cobertor
sob a dor
sob
israel
o teu pano de asas
sem holocausto
pueris são
e os brasões de cédulas sobre teus ossos
petrolíferamente
o teu corpo santificado
e abençoado seja
na morte de teus dias
não de tua gente
não de tua "raça"
morte apenas
desse teu nome de borboleta sanguessuga
de chapéu-coco sem brilho
de tuas barbas como rios
o sangue de tua língua explícito correndo
tanta gazes desnecessárias
gazes sofrendo
morrendo...
pelo teu nome maldito
e abençoado seja
o teu nome
amém -isto é-
não venha até mim
e a ninguém.
nossas carnes não religiosas
nossa política de concreto
e tua mão santificada em nossas cabeças
para puxar os cabelos
e lançar-nos...
sábado, 17 de novembro de 2012
Ecos de Uivos
eu vi todos os principais homens de minha geração mortos
meus heróis morreram de overdose
...
hoje já ninguém morre mais
os heróis são apenas discursos
alguém escolhe a história
...
história, verdade,
tanto bate até que arde
e o que será o gatilho?
...
só esta filosofia de antes do meio dia
como um humesiano antes do amanhã
e depois e antes o eterno retorno
de café.
...
o lobo no meio do vermelho-azul-estrelas-tiras
qual o uivo desta geração?
será apenas o eco e o eco?
...
ontem o uivo
a história
hoje apenas
o eco
sem possível
memória
resta o presente
infindo eco
do passado
do presente
do futuro
o caos
ou a hipótese
o cético
ou a máscara
axiomas
ou
rizomas?
...
uivo
sob água
sairá o som
ao vento?
...
só se pode viajar
ou apenas o uivo-blues
sob a nota de 10 dólares
do greenpeace.
...
uivo
o cão
no canto
como costumava dizê-lo
o cão agora
maluco
foi o que disseram quando
sem ego
só eco
deixei falar os jogos
e babando...
...
ululante
ecoante
do silêncio
e grito
so easily die one more...
Allen Ginsberg já uivava
o tempo de controle from The New York Times
mas e agora América, falsa América,
quem verá todos os homens de sua nação decadentes?
Não será mais a droga
talvez mais uma guerra possa
salvá-la do acúmulo de abstrato
de liberdade-cédula
liberdade-célula
e todo o empoderamento às favas.
O teu centro no cetro caído
- and the union is a rip-off!-
teus 50 estados buscando o nomadismo...
petições esperando o protocolo viajor
armas quem sabe em riste, esperando que a negação chegue
e não se esqueça que os alemães se lembraram do dinheiro não ressarcido...
EM ISRAEL GAZA
cetro do teu falso GOZO
e os insetos gigantescos declinando dos céus
seu cefalotórax rompendo a terra
grande fumaça pelos ares
minha mãe talvez morta
não américa
teu silêncio de anos
e os furacões
e as ocupações
o dinheiro e a bolsa e a instabilidade irracional infrene batendo em sua porta, dizendo alô, quem bate...?
ninguém, é só o passado acumulado sobre a estátua da liberdade
a tocha na mão
e 99% das peças com frio.
O DREAM IS OVER
a realidade mora nas ruas - 11% de desempregos
For entries: sardinhas...
privadas as portas
privados os portões
privadas as seguranças
privada até a cadeia e a cela
privada a privada
e a morte privada
sua quietude sincera
escondida pelas regras do sexo
pelo amor de manter a vida
and so easily die once more,
one person or more...
o tempo de controle from The New York Times
mas e agora América, falsa América,
quem verá todos os homens de sua nação decadentes?
Não será mais a droga
talvez mais uma guerra possa
salvá-la do acúmulo de abstrato
de liberdade-cédula
liberdade-célula
e todo o empoderamento às favas.
O teu centro no cetro caído
- and the union is a rip-off!-
teus 50 estados buscando o nomadismo...
petições esperando o protocolo viajor
armas quem sabe em riste, esperando que a negação chegue
e não se esqueça que os alemães se lembraram do dinheiro não ressarcido...
EM ISRAEL GAZA
cetro do teu falso GOZO
e os insetos gigantescos declinando dos céus
seu cefalotórax rompendo a terra
grande fumaça pelos ares
minha mãe talvez morta
não américa
teu silêncio de anos
e os furacões
e as ocupações
o dinheiro e a bolsa e a instabilidade irracional infrene batendo em sua porta, dizendo alô, quem bate...?
ninguém, é só o passado acumulado sobre a estátua da liberdade
a tocha na mão
e 99% das peças com frio.
O DREAM IS OVER
a realidade mora nas ruas - 11% de desempregos
For entries: sardinhas...
privadas as portas
privados os portões
privadas as seguranças
privada até a cadeia e a cela
privada a privada
e a morte privada
sua quietude sincera
escondida pelas regras do sexo
pelo amor de manter a vida
and so easily die once more,
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